
A inteligência artificial generativa ameaça reduzir drasticamente os ganhos de músicos e produtores nos próximos anos. Segundo a UNESCO a perda de receitas globais pode chegar a 24% para a música e 21% para o audiovisual.
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O estudo indica que as receitas digitais já representam 35% do rendimento total dos criadores de conteúdo. Esse novo modelo econômico traz maior exposição a violações de propriedade intelectual e precarização do trabalho.
A organização destaca que o financiamento público para a cultura segue em queda livre no mundo todo. Atualmente o investimento direto no setor é inferior a 0,6% do Produto Interno Bruto global.
Outro alerta envolve a concentração de mercado em poucas plataformas de streaming de música e vídeo. Esse cenário dificulta a visibilidade de artistas menos conhecidos e amplia o desequilíbrio entre países.
A falta de competências digitais em nações em desenvolvimento também agrava a desigualdade no setor cultural. Apenas 28% da população desses países possui as habilidades necessárias para competir nesse novo mercado.
A UNESCO defende a urgência de políticas públicas para proteger a diversidade das expressões culturais. O objetivo é garantir que a revolução tecnológica não esmague a liberdade artística e a sustentabilidade dos criadores.

