
A titular da Secretaria Municipal da Cultura (Secultfor), Helena Barbosa, afirmou que a gestão do patrimônio histórico de Fortaleza é um “negócio difícil” devido ao choque constante de interesses.
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Em entrevista ao PontoPoder, do Diário do Nordeste, a gestora explicou que a secretaria atua como mediadora entre o direito dos proprietários privados e o dever público de preservar a memória da cidade.
Muitos donos de imóveis tombados desejam vender as propriedades para obter recursos, enquanto a prefeitura luta para manter as estruturas originais, muitas vezes já degradadas.
Um dos casos mais críticos citados é o da Chácara Salubre, o último exemplar da era colonial em Fortaleza, que tem a estrutura condenada pela Defesa Civil.
A Secultfor tem dialogado com a Universidade Federal do Ceará (UFC) para tentar transformar o casarão num museu, buscando dar uma utilidade social ao espaço.
Helena defende que o tombamento, isoladamente, não basta; é necessário criar “planos de ocupação” e rotas culturais para que a cidade se sinta parte do património.
Atualmente, Fortaleza possui 41 bens com tombamento provisório e 29 definitivos, mas a falta de manutenção adequada continua a ameaçar edifícios históricos em bairros como a Jacarecanga.
A demolição do icónico Edifício São Pedro, em 2024, após anos de deterioração, foi lembrada como um exemplo das consequências negativas quando a negociação falha.

