
Um novo programa de capacitação para enfermeiros e agentes de saúde divide opiniões entre conselhos profissionais e gestores.
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A iniciativa busca preparar quem atua na atenção primária para acolher pacientes com transtornos mentais leves ou moderados.
O projeto piloto ocorre em Aracaju e Santos com resultados positivos no primeiro ano. Segundo a organização ImpulsoGov os pacientes atendidos apresentaram uma redução média de 50% nos sintomas depressivos e melhora no humor.
A metodologia segue diretrizes da Organização Mundial da Saúde para desafogar a rede especializada. Profissionais capacitados aplicam protocolos estruturados em até quatro encontros antes de decidir pelo encaminhamento a um psicólogo ou psiquiatra.
O Conselho Federal de Psicologia manifestou preocupação com os limites da delegação de competências. A entidade defende que a solução para a alta demanda passa por mais concursos públicos e fortalecimento dos Centros de Atenção Psicossocial.
Já o Conselho Federal de Enfermagem afirmou que os enfermeiros já possuem competência legal para esses cuidados. O órgão questiona apenas o modelo de supervisão por outras categorias profissionais fora do sistema de matriciamento tradicional.
Atualmente 52% dos brasileiros se preocupam com a própria saúde mental e muitos relatam demora no acesso ao SUS. O Ministério da Saúde ressalta que estados e municípios têm autonomia para implementar essas qualificações locais.

