
O Ceará registrou um aumento de 17% nas ocorrências de descumprimento de medidas protetivas no último ano. Os dados oficiais mostram que as ordens judiciais de afastamento estão sendo ignoradas com mais frequência.
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Especialistas apontam que o crescimento indica tanto o aumento da violência quanto a maior coragem das mulheres em denunciar. Entretanto o número revela falhas no monitoramento dos agressores após a decisão judicial.
A Secretaria da Segurança Pública reforçou a importância do uso de tornozeleiras eletrônicas em casos de alto risco. O objetivo é criar perímetros de segurança que alertem a polícia antes que o agressor se aproxime da vítima.
Muitas vítimas relatam que o papel da medida protetiva não é suficiente para impedir ameaças presenciais. O governo estadual anunciou que pretende ampliar o número de patrulhas Maria da Penha para fiscalização constante.
O Poder News destaca que o descumprimento de medida protetiva é crime autônomo e gera prisão preventiva imediata. A denúncia pode ser feita em qualquer delegacia ou pelo número 190 em casos de urgência.
A rede de proteção busca agora integrar dados do Judiciário com o policiamento de rua de forma mais rápida. A meta para 2026 é reduzir o tempo de resposta entre a violação da medida e a captura do suspeito.

