
A nova política tarifária de Donald Trump contra produtos chineses pode gerar um efeito colateral positivo para a economia do Ceará. Setores tradicionais da indústria local aparecem como os principais candidatos a ocupar esse vácuo.
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O setor de calçados é um dos mais beneficiados pela busca americana por novos fornecedores fora da Ásia. Empresas instaladas no interior do estado já monitoram a janela de oportunidade para ampliar as remessas.
As redes de dormir e o setor têxtil também ganham competitividade com a sobretaxa aplicada aos concorrentes chineses. O Ceará possui um dos maiores parques produtivos de redes do mundo e mira o consumidor dos Estados Unidos.
No setor de rochas ornamentais o impacto pode consolidar o Ceará como o principal exportador de quartzito. A substituição de revestimentos asiáticos por pedras naturais brasileiras é uma tendência de mercado.
A indústria de hidrogênio verde no Pecém também entra no radar de investimentos internacionais. O cenário de tensões globais faz do Brasil um porto seguro para a transição energética das grandes potências.
Especialistas alertam que o benefício depende da manutenção de custos logísticos baixos no Porto do Pecém. O desafio para 2026 é garantir que a produtividade cearense compense as flutuações do dólar.

