
O Programa Ceará Sem Fome, política pública permanente do Governo do Estado, chega aos três anos consolidado como uma das principais estratégias de enfrentamento à insegurança alimentar no Brasil.
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Ao integrar distribuição de refeições, transferência de renda e qualificação profissional, a iniciativa já contribuiu para retirar mais de 600 mil cearenses da insegurança alimentar grave.
Atualmente, são mais de 130 mil refeições distribuídas diariamente por meio de mais de 1.300 cozinhas espalhadas por todo o Estado.
Desde a criação do programa, já foram servidas mais de 65 milhões de refeições.
O Cartão Ceará Sem Fome também fortalece essa rede de proteção, atendendo mais de 47 mil famílias com um cartão que concede R$300 mensais para a compra exclusiva de alimentos.
O funcionamento das cozinhas é garantido diariamente pelas agentes populares de segurança alimentar, em sua maioria mulheres, que atuam diretamente nos territórios e conhecem de perto a realidade das famílias atendidas.
Transformação e oportunidade
Por meio do eixo +Qualificação e Renda, milhares de beneficiários foram inseridos no mercado de trabalho formal ou iniciaram seus próprios negócios.
O beneficiário Rian Cabral é um exemplo dessa transformação. Ex-beneficiário das quentinhas, ele conquistou uma vaga no mercado de trabalho após concluir cursos de qualificação.
“Eu fiz o curso de comida de rua, onde aprendemos a fazer vatapá, creme de galinha, farofa de banana. Essa qualificação vai agregar muito. Nunca é demais aprender coisas novas”, relata.
O secretário do Trabalho, Vladyson Viana, reforça que o programa vai além da assistência emergencial. “Já incluímos mais de 8 mil pessoas no mercado de trabalho formal e centenas acessaram microcrédito para empreender.
+Saúde
O Programa ampliou ainda mais sua atuação com o lançamento do eixo Ceará Sem Fome + Saúde, fortalecendo a integração entre segurança alimentar e políticas públicas de saúde, com foco na atenção primária, no acompanhamento nutricional e na saúde mental.
“A Secretaria da Saúde tem orgulho de integrar essa iniciativa que proporciona dignidade e cuidado. Segurança alimentar e saúde caminham juntas. Celebrar esses três anos é reafirmar o compromisso de construir um Ceará mais justo, saudável e sem fome”, afirmou a secretária da Saúde, Tânia Coelho.
O reconhecimento também ultrapassa as fronteiras do Estado.
A secretária extraordinária de Combate à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Valéria Burity, destacou o protagonismo do Ceará.
“O desenho do programa é muito relevante porque garante renda, alimentação, inserção no mercado de trabalho e agora também integra a saúde. É uma experiência que inspira o Brasil.”
Compromisso permanente
Para o secretário do Desenvolvimento Agrário, Moisés Braz, o Ceará Sem Fome representa uma política estruturante. “Estamos levando diariamente 130 mil refeições às famílias cearenses”.
A primeira-dama do Estado e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Programa, Lia de Freitas, ressalta o impacto histórico da iniciativa. “Celebramos três anos de muita transformação. Retiramos mais de 600 mil pessoas da insegurança alimentar grave e conquistamos o maior número de domicílios com segurança alimentar do Brasil”.
A vice-governadora Jade Romero destaca, “enquanto houver um único cearense precisando, o programa estará lá para garantir suporte, dignidade, qualificação e oportunidade.”

