
O deputado estadual Cláudio Pinho (PDT) declarou que ele e outros parlamentares da legenda possuem autorização oficial do diretório estadual para atuar na oposição ao Governo do Ceará.
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A fala busca afastar teses de infidelidade partidária que poderiam levar à perda de mandato.
Segundo Pinho existe um entendimento com o presidente do PDT Ceará, André Figueiredo, que permite que o grupo ligado ao ex-prefeito Roberto Cláudio e a Ciro Gomes mantenha uma postura crítica à gestão Elmano de Freitas.
Esse acordo seria o “salvo-conduto” para que permaneçam no partido até a janela de março de 2026.
O parlamentar ressaltou que a bancada do PDT na Assembleia Legislativa está dividida entre os que apoiam o governo e os que fiscalizam. Para ele a convivência de pensamentos divergentes dentro da sigla foi pactuada para evitar expulsões traumáticas e judicialização antes do período eleitoral.
Além de Cláudio Pinho os deputados Antônio Henrique e Queiroz Filho também fazem parte deste bloco oposicionista.
O grupo tem participado ativamente do “Café da Oposição”, reunindo-se com lideranças do PL e União Brasil para discutir um projeto alternativo para o estado.
A declaração ocorre em um momento de pressão da base aliada de Elmano que cobra uma definição clara do PDT. Enquanto o diretório nacional flerta com o apoio total ao PT no Ceará a ala dissidente reforça que cumprirá o papel fiscalizador até o fim da legislatura.

