
Por João Teles
Quem chama o próprio país de Bostil nas redes sociais ou nas esquinas, tem nojo de seu povo, de suas raízes, de sua miscigenação, de seu cladeamento histórico.
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Deve ter ojeriza à pluralidade, que corre nas próprias veias. Por que chegamos a isso? Só a tal da polarização?
Não creio. O buraco é mais embaixo. Tem muito mais coisa para ser estudada, em uma nação que experimenta esse dissabor todo.
E isso lembra muito o sujeito que nasceu na pobreza, conseguiu melhorar de vida e saiu às ruas, em tempo de estourar a buzina do carrão, porque viu um pobre esmoler ou uma manifestação pública, da alguma categoria, como eu já vi acontecer!
Coitado. Dever sofrer uma barbaridade, por dentro… Viver aos engulhos em seu próprio país, porque não consegue ver, com alguma empatia, as pessoas pobres se dando bem, recebendo uns trocados, via transferência de renda federal ou mandando um filho pra universidade.
Não queria eu estar no lugar de quem não consegue conviver bem com o sucesso do outro. Deve ser um bocado ruim viver assim.
Dizem que muita coisa começou a acontecer (e a desandar), quando a filha da empregada começou a cruzar com a filha da patroa, nos corredores da academia. Aí, alguém virou o rosto e fez cara de poucos amigos.
Uma das melhores formas de con-viver, viver com (o outro), é aceitar que ele também se dê bem. Viva melhor, melhore as condições de vida e alce voos mais altos e melhores.
Quando eu me contento e faço festa com a alegria de alguém, eu cheguei, sim, a um patamar humano muito mais respeitável. Só aí eu posso falar em paz, amor, família, pátria…
Ninguém faz um país crescer querendo ver a ruína de seu povo, seja por conta de política partidária, seja por questões territoriais, religiosas, étnicas, etc.
O desenvolvimento de uma nação se dá, primeiro, com respeito à diversidade de seu povo, de seu cidadão, de seu eleitor/contribuinte, que paga para que o país ande, cresça e vá mais adiante.
Não existe nação sem seu povo crescendo junto, pessoas unindo-se às outras, construindo. Ou na linguagem musical e da juventude, “tudo junto e misturado!”
Vamos melhorar, meninos. O Brasil nos aguarda!
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