
Dados do IBGE mostram que Fortaleza possui 293 mil autônomos, mas apenas 22% deles possuem CNPJ. A informalidade atinge 229 mil trabalhadores, concentrados principalmente nos setores de comércio, estética e construção.
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Segundo o Sebrae, a informalidade em Fortaleza concentra-se em setores estratégicos. O ranking de ocupações sem registro é liderado pelo pequeno varejo (incluindo ambulantes), serviços de estética e costura, além da construção civil. Também ganham destaque o transporte alternativo e a produção rural, representada pela agricultura familiar e feirantes.
As principais atividades nesses setores exigem menos estudo e qualificação até atividades que acumulam capital humano, como engenharia e advocacia, segundo o economista Ricardo Eleutério, membro do Corecon-CE.
Já 64 mil trabalham por conta própria com CNPJ, de acordo com informações coletadas do último Censo realizada pelo IBGE, em 2022.
Embora garanta flexibilidade, a falta de formalização impede o acesso a direitos previdenciários e linhas de crédito, o que pode inviabilizar investimentos no negócio. Um dos principais desafios do trabalho informal é o acesso dos trabalhadores à rede de proteção social, como a aposentadoria.
Além da capital, outros seis municípios cearenses registram índices de trabalho por conta própria superiores a 40%: Itaiçaba, Jaguaretama, Poranga, Salitre, Chaval e Barroquinha.
No interior do estado, cidades como Palmácia e Jaguaretama registram taxas de trabalho autônomo ainda superiores à capital, chegando a metade da população ativa.

