
O atual período chuvoso em Minas Gerais já é o mais fatal das últimas duas décadas.
Segundo a Defesa Civil estadual, o número de óbitos chegou a 81, superando o recorde de 2019-2020, quando 74 mortes foram registradas. A marca histórica deve-se, principalmente, aos temporais desta semana na Zona da Mata.
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Juiz de Fora, concentra a maior crise, com 63 mortos e 2 desaparecidos. Em Ubá, foram registrados 6 mortes e 2 desaparecidos.
A região sofre com deslizamentos de terras, enchentes e colapsos de imóveis, deixando centenas de famílias desabrigadas.
O volume de óbitos já supera as 74 mortes de 2019=2020. A Defesa Civil alerta que o número pode crescer, pois há desaparecidos e previsão de mais temporais para março.
Enquanto a letalidade das chuvas bate recordes, a gestão de verbas para prevenção gera controvérsias.
O governo Romeu Zema (Novo) reduziu em 95% os gastos com o programa de combate a danos das chuvas, que caíram de R$ 134.829.787,08 em 2023 para R$ 5.875.482,98 em 2025.
O Estado se defende alegando que os dados não incluem R$ 200 milhões em piscinões, nem R$ 70 milhões em kits da Defesa Civil.
Na esfera municipal, Juiz de Fora, a 9ª com mais pessoas em áreas de risco do país, utilizou apenas 16,5% da verba federal do PAC para contenção de encostas.Recentemente, 800 famílias foram evacuadas devido ao risco de deslizamentos.
A Prefeitura justifica a baixa execução pelo rigor técnico do rito federal e afirma ter investido R$2,1 milhões em obras próprias desde 2023.

