
Considerada a técnica de referência na ginecologia moderna, a histeroscopia tem se consolidado como uma ferramenta essencial para o diagnóstico precoce e tratamento de doenças intrauterinas. O procedimento, minimamente invasivo, é utilizado para identificar condições que afetam a saúde e a fertilidade da mulher de forma precisa e resolutiva.
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O exame funciona como uma endoscopia ginecológica, utilizando uma microcâmera para a visualização direta do interior do útero. Através dessa técnica, médicos conseguem investigar sangramentos anormais, além de identificar com clareza a presença de pólipos, miomas e malformações que poderiam passar despercebidos em outros exames.
Segundo Christine Marques, diretora nacional de Obstetrícia da Hapvida, a rede vem expandindo a oferta do procedimento em seus hospitais e centros de diagnóstico. O objetivo é oferecer alternativas menos invasivas que as cirurgias tradicionais, priorizando a segurança e o bem-estar das pacientes em todo o país.
A praticidade do método varia conforme a necessidade clínica. Em casos diagnósticos ou para a retirada de pequenos pólipos, o procedimento pode ser realizado em ambiente de consultório com sedação leve.
Já intervenções mais complexas, como a remoção de grandes miomas, exigem suporte hospitalar e anestésico completo.
Um dos diferenciais da histeroscopia é o conceito de “ver e tratar” no mesmo ato. Essa agilidade reduz a necessidade de múltiplas intervenções e acelera a recuperação da paciente. Além de ser menos agressivo, o método apresenta um índice menor de complicações se comparado aos modelos cirúrgicos convencionais.
O procedimento também se mostra superior a métodos tradicionais, como a curetagem uterina, que é mais invasiva e menos precisa. Em relação à ultrassonografia transvaginal, a vantagem reside na capacidade de intervenção imediata, enquanto o ultrassom cumpre apenas o papel de ferramenta de imagem.
Para o ginecologista José Higino, a técnica representa eficiência para o sistema de saúde e para a paciente.
“Ao permitir diagnóstico e tratamento simultâneos, reduzimos internações prolongadas e exames repetidos, garantindo uma volta mais rápida da mulher às suas atividades diárias”, afirma o especialista.
Por fim, a tecnologia aliada à integração de dados reforça o cuidado preventivo. Com o uso de prontuários eletrônicos, resultados e imagens ficam disponíveis para toda a equipe médica da rede, permitindo um acompanhamento personalizado e contínuo da saúde feminina dentro dos programas de assistência preventiva

