
A diretoria da Camarão BR, liderada pelo empresário cearense Cristiano Maia, cumpriu agenda em Brasília para tratar de pautas estratégicas do setor. O grupo reuniu-se com autoridades dos ministérios da Agricultura (Mapa) e da Pesca e Aquicultura para discutir gargalos da carcinicultura nacional.
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Um dos pontos centrais da pauta foi a articulação para a reabertura do mercado europeu. A entidade demonstra otimismo com o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia, visando retomar as exportações de camarão brasileiro para o continente em curto prazo.
Outro tema prioritário foi a defesa técnica do setor junto à Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), do Ministério do Meio Ambiente. A categoria contesta a classificação do camarão criado em cativeiro como espécie invasora, buscando reverter o entendimento oficial.
Os diretores também debateram aspectos técnicos sobre as tarifas de irrigação com variação sazonal. O objetivo é garantir custos operacionais mais previsíveis e competitivos para os produtores, que enfrentam desafios logísticos e tributários na atividade.
Segundo Santana Júnior, diretor de Marketing da Camarão BR, o diálogo com o governo federal é essencial para garantir segurança jurídica ao setor. A articulação institucional visa construir um ambiente favorável ao desenvolvimento sustentável da carcinicultura.
O presidente da entidade, Cristiano Maia, destacou que o setor tem investido fortemente em tecnologia e modernização. Atualmente, a região Nordeste é o principal polo produtor do país, sendo responsável por mais de 90% do volume nacional de camarão.
Durante os encontros, os representantes da associação reforçaram o compromisso com a sustentabilidade. A estratégia busca alinhar o crescimento econômico às exigências ambientais internacionais, facilitando a inserção do produto brasileiro em mercados globais exigentes.
A comitiva em Brasília contou com a presença de diretores das áreas financeira, técnica e de relações institucionais. A recepção positiva por parte dos ministérios foi vista pela entidade como um passo importante para o encaminhamento das demandas urgentes dos produtores.

