
O economista e ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara, deve reassumir a presidência do Banco do Nordeste (BNB) ainda esta semana. A indicação partiu do presidente Lula, contando com o aval do Ministério da Fazenda.
Siga o Poder News no Instagram
O processo de nomeação já avançou internamente, com o nome de Câmara sendo submetido à análise prévia do Conselho de Elegibilidade. A etapa final agora depende apenas da validação oficial pelo Conselho de Administração da estatal.
Esta será a segunda passagem do economista pelo comando da instituição. Câmara presidiu o banco entre março de 2023 e outubro de 2025, quando precisou deixar o cargo para se adequar a exigências legais.
O afastamento anterior ocorreu em conformidade com a Lei das Estatais. À época, a legislação impedia sua permanência na função devido ao exercício recente de cargo de direção partidária no PSB.
Nos bastidores do governo, a saída de Câmara nunca foi vista como definitiva. Aliados já projetavam o retorno do ex-governador assim que as restrições jurídicas fossem superadas, visando a gestão de 2026.
A volta de Câmara ocorre em um momento estratégico para o BNB, que atua como o principal indutor do desenvolvimento regional. O banco opera recursos essenciais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
Além do peso econômico, o comando da estatal é um dos postos mais cobiçados do tabuleiro político. A presidência da instituição confere grande capacidade de articulação e influência direta sobre políticas públicas regionais.
Com dois mandatos como governador e carreira consolidada no Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), Paulo Câmara possui o perfil técnico e político valorizado pelo Palácio do Planalto para o cargo.

