
A indústria cearense tem avançado na criação de produtos que unem tecnologia de ponta e impacto social. Iniciativas que vão de tintas aromatizadas para pessoas com deficiência visual a provadores virtuais interativos mostram o novo momento de inovação nos setores químico e de moda do estado.
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Essas novidades serão os destaques da Feira da Indústria, realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O evento ocorre nos dias 9 e 10 de março, no Centro de Eventos, servindo como vitrine para tecnologias inclusivas desenvolvidas por empresas locais associadas aos sindicatos setoriais.
No setor químico, a metodologia “Dr. Cor” utiliza a sinestesia olfativa para ensinar cores a pessoas cegas ou neurodivergentes. Através de tintas aromatizadas, o usuário associa o vermelho ao cheiro de morango e o amarelo ao de maracujá, permitindo a “percepção” das cores por meio do olfato.
O projeto, criado pelo químico Josafá Rebouças, já possui patentes internacionais e foi reconhecido com o Prêmio LED, da Fundação Roberto Marinho. A iniciativa funciona como uma tecnologia social escalável, contando com parcerias industriais para a produção de kits educativos e de pintura.
Já no segmento de vestuário, o SindRoupas aposta na interatividade com a arena “Fiec Moda Conecta”. O espaço contará com desfiles de estilistas renomados e marcas locais em uma sala imersiva com capacidade para mil pessoas, utilizando recursos tecnológicos que colocam o público dentro da experiência.
Uma das inovações apresentadas é o provador virtual, que permite aos visitantes “vestirem” as peças digitalmente por meio de totens ou celulares. A estratégia faz parte do conceito “phygital”, que funde os mundos físico e digital para facilitar a escolha do consumidor e modernizar a jornada de compra.
Além da interatividade, o setor têxtil destaca a aplicação de nanotecnologia em tecidos inteligentes. Entre as soluções apresentadas estão roupas com proteção solar, repelentes e materiais capazes de resfriar a temperatura corporal em até 10°C em relação ao ambiente externo.
A presença desses projetos na feira reforça a força da cadeia produtiva do Ceará, que abrange desde o agronegócio até o produto final. O objetivo é mostrar o potencial do estado em transformar pesquisas acadêmicas em soluções industriais competitivas, sustentáveis e inclusivas.

