
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou oficialmente o Estado brasileiro pela operação policial realizada no bairro da Penha, em outubro de 2025.
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O relatório, divulgado nesta sexta-feira, 6, concluiu que a ação — a mais letal dos últimos 15 anos no Rio — resultou em 122 mortes, mas não gerou qualquer redução real na criminalidade organizada.
O documento aponta graves falhas na investigação, como a falta de preservação das cenas dos crimes e o desaparecimento de provas.
A CIDH recomenda que as investigações sejam federalizadas e que o Estado brasileiro garanta a autonomia dos órgãos periciais, separando o Instituto Médico-Legal da estrutura policial.
- Mortes: 122 confirmadas, com relatos de execuções e corpos degolados.
- Efetivo: 2,5 mil policiais mobilizados na operação.
- Resultado: 113 prisões e apreensão de 118 armas e 1 tonelada de droga.
- Veredito: modelo de segurança baseado no confronto é ineficaz e viola direitos humanos.
Principais Recomendações
Investigação: Garantir apurações independentes sobre todas as mortes e desaparecimentos.
Inteligência: Priorizar o monitoramento de fluxos financeiros em vez do confronto bélico.
Reparação: Assistência médica, psicológica e compensação financeira às famílias das vítimas.
A condenação internacional coloca o Brasil sob pressão para reformar as suas polícias e adotar protocolos que priorizem a vida.
Para a CIDH, a “Operação Contenção” não foi um sucesso, como alegou o governo do estado na época, mas sim um episódio que aprofundou o sofrimento comunitário e elevou a violência estatal a um patamar de gravidade sem precedentes.

