
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as disputas eleitorais devem ser pautadas pela construção de alianças políticas, e não apenas pelo foco nos adversários. Em entrevista ao jornal O Dia, Lula reafirmou seu apoio ao prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), visando à sucessão estadual.
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Para o presidente, a prioridade é formar um acordo forte que contemple não apenas o governo do estado, mas também cadeiras no Senado, na Câmara Federal e na Alerj. O objetivo, segundo ele, é impedir que o autoritarismo e o retrocesso político ganhem espaço no território fluminense e no país.
Lula elogiou a gestão de Paes e destacou que a sintonia entre os governos municipal e federal viabilizou conquistas como a renovação do BRT e melhorias na rede hospitalar. O presidente cumpre agenda no Rio nesta sexta-feira para inaugurar obras de infraestrutura ao lado do prefeito.
Entre as entregas na Zona Oeste, destacam-se o Trecho 1 do Anel Viário e o Túnel Luiz Bom, em Campo Grande, que contaram com investimentos de R$ 838,5 milhões. As intervenções fazem parte de um plano de mobilidade que beneficiará mais de 350 mil moradores da região.
No setor habitacional, Lula ressaltou que o programa Minha Casa Minha Vida contratou quase 35 mil moradias na capital desde 2023. Em todo o estado, o investimento soma R$ 13,5 bilhões para a viabilização de 88 mil unidades, buscando reduzir o déficit de moradia popular.
O governo federal também detalhou investimentos no programa PAC Periferia Viva, com R$ 170 milhões destinados à urbanização da comunidade da Maré. Iniciativas semelhantes de saneamento e infraestrutura estão previstas para São Gonçalo, Niterói e o Complexo do Alemão.
No combate a desastres naturais, o presidente citou o aporte de R$ 340 milhões para obras de drenagem no Jardim Maravilha, em Guaraiba. Ao todo, o PAC Seleções destinará R$ 3,9 bilhões para projetos de contenção de encostas e prevenção de enchentes em diversas cidades do estado.
Por fim, Lula condenou veementemente a violência contra a mulher, citando o recente estupro coletivo em Copacabana. Ele defendeu o Pacto Brasil para Enfrentamento do Feminicídio e a ampliação das Casas da Mulher Brasileira como ferramentas essenciais para combater a cultura da agressão no país.

