
A polilaminina, molécula criada por cientistas da UFRJ, entra em fase decisiva após 25 anos de pesquisa.
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A substância atua como uma ponte para a regeneração de neurônios na medula espinal e será testada em voluntários no Hospital das Clínicas da USP para confirmar sua segurança e eficácia no restabelecimento da comunicação entre cérebro e corpo.
De acordo com a líder da pesquisa, a professora Tatiana Sampaio Coelho, os testes devem começar neste mês e ser concluídos até o fim do ano.
Resultados de estudos anteriores foram promissores: de oito pacientes com lesões totais, cinco apresentaram ganhos motores significativos.
O caso de maior destaque é o de um paciente tetraplégico que, após o tratamento combinado com cirurgia e fisioterapia, recuperou a sensibilidade e voltou a caminhar.
- Função: proteína que oferece suporte para o crescimento de axônios (caudas dos neurônios).
- Fase atual: início dos ensaios clínicos de Fase 1 em março de 2026.
- Público: voluntários com lesões medulares agudas ocorridas em até 72 horas.
- Expectativa: conclusão de todas as fases de testes em aproximadamente dois anos e meio.
A polilaminina representa a persistência da ciência pública brasileira na busca por soluções para problemas complexos.
Se os ensaios confirmarem a eficácia observada anteriormente, o Brasil poderá entregar ao mundo o primeiro tratamento capaz de reverter paralisias medulares, transformando a vida de milhões de pessoas e consolidando o país como polo de inovação biotecnológica.

