
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), confirmou oficialmente que deixará o governo federal na próxima semana. A movimentação marca o encerramento de seu ciclo à frente da economia nacional e sinaliza o início de uma nova estratégia política para o Partido dos Trabalhadores.
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O objetivo central do desembarque é a disputa eleitoral de 2026. Haddad consolidou-se como o nome favorito da legenda para concorrer ao governo do estado de São Paulo, visando retomar o controle do Palácio dos Bandeirantes e fortalecer a base governista no maior colégio eleitoral do país.
A decisão foi impulsionada pela pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 8, que mostra Haddad em segundo lugar, com 31% das intenções de voto. O levantamento ratifica sua posição como o principal nome do campo progressista na corrida estadual paulista.
Atualmente, a liderança da disputa pertence ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece com 44% das preferências. Apesar da distância para o primeiro colocado, os números animaram o entorno do ministro, que já dá como certa a viabilidade de sua candidatura.
O cronograma de saída da Fazenda está previsto para ocorrer na quarta-feira, 18, ou na quinta-feira, 19. A janela de transição foi definida para garantir que o afastamento ocorra de forma organizada, minimizando impactos em meio à recente volatilidade dos mercados globais.
Para suceder Haddad, o presidente Lula deve formalizar a escolha de Dario Durigan, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda. A indicação de um nome de confiança do ministro cessante visa assegurar a continuidade das políticas fiscais e o diálogo técnico com o setor financeiro.
A reformulação da equipe econômica também inclui a promoção de Rogério Ceron. O atual secretário do Tesouro Nacional assumirá a secretaria-executiva da pasta, consolidando a nova linha de comando que passará a gerir a economia brasileira a partir da segunda quinzena de março.

