
A Prefeitura de Fortaleza formalizou, nesta segunda-feira, 9, a adesão ao Plano Nacional de Cuidados, Brasil que Cuida e a implementação do projeto-piloto Cuidado em Casa. A solenidade, liderada pela vice-prefeita Gabriella Aguiar, marca o compromisso da capital com novas diretrizes de proteção social e assistência domiciliar integrada.
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O projeto-piloto visa oferecer atendimento direto a idosos em situação de vulnerabilidade, além de fornecer suporte a familiares que atuam como cuidadores não remunerados. Segundo a gestão municipal, a iniciativa busca garantir dignidade e reconhecer o cuidado como um direito fundamental e uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a sociedade.
A adesão integra o Plano Fortaleza Inclusiva e segue as diretrizes da Política Nacional de Cuidados, instituída por lei federal. O modelo estabelece que o bem-estar de cidadãos com dependência deve ser assegurado por uma rede que envolve o Estado, as famílias, a comunidade e o setor privado.
A iniciativa é fruto de uma cooperação técnica entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Governo do Estado e o município. De acordo com o MDS, a integração entre saúde e assistência social é uma resposta urgente ao acelerado processo de envelhecimento da população brasileira.
Fortaleza foi uma das três cidades brasileiras selecionadas pelo governo federal para a fase inicial do projeto, ao lado de municípios na Bahia e no Paraná. A escolha da capital cearense considerou o crescimento expressivo da população idosa local e a necessidade de testar políticas públicas robustas antes da expansão nacional.
Nesta primeira etapa, o atendimento será concentrado nas Regionais 1 e 9, beneficiando inicialmente cerca de 150 idosos. Na Regional 9, a ação será articulada com uma Instituição de Longa Permanência e um Centro-Dia, enquanto a Regional 1 foi priorizada por concentrar a maior proporção de moradores idosos da cidade.
Além do foco na terceira idade, o plano prevê ações voltadas à primeira infância e o apoio contra a sobrecarga de trabalho doméstico. Entre as metas futuras está a implementação de uma “cuidoteca”, espaço dedicado ao acolhimento e desenvolvimento de crianças de zero a seis anos, ampliando o alcance da rede de proteção na capital.

