
A bancada do Partido Renovação Democrática (PRD) na Câmara Municipal de Fortaleza passa por uma fase de reformulação após a saída do vereador Michel Lins. O parlamentar, que exercia a presidência do diretório estadual da legenda, oficializou sua desfiliação, dias após entregar o comando da sigla no Ceará.
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Michel Lins utilizou as redes sociais para comunicar seu desligamento, afirmando que seguirá “um novo caminho” e mantendo-se firme em seus valores. Apesar da baixa, a bancada do PRD deve passar por rearranjos imediatos com a chegada de novos nomes e a manutenção de parlamentares que decidiram seguir na agremiação.
Uma das novidades é a filiação de Gardel Rolim, que deixou o PDT em 21 de janeiro para ingressar no PRD, conforme registros da Justiça Eleitoral. Rolim planeja concorrer ao cargo de deputado estadual nas eleições de outubro. A mudança, no entanto, pode gerar um embate jurídico, já que o PDT avalia entrar com uma ação por infidelidade partidária para reaver o mandato.
Outra movimentação estratégica envolve a vereadora Carla Ibiapina, atualmente no DC. Cotada para assumir a condução do PRD no Ceará, a parlamentar depende de uma carta de anuência de seu partido atual para realizar a migração sem risco de perda de mandato, fortalecendo o grupo liderado pelo prefeito de Aquiraz, Bruno Gonçalves.
Entre os que permanecem na sigla estão os vereadores Aguiar Toba e Chiquinho dos Carneiros. Toba reforçou que pretende continuar no PRD por gratidão ao acolhimento em sua primeira eleição, enquanto Chiquinho afirmou estar em diálogo produtivo com o grupo político que deve assumir a federação composta por PRD e Solidariedade.
No plano executivo, a presidência da federação partidária deve ficar sob o comando de Giordanna Mano, prefeita de Nova Russas. A articulação busca consolidar uma nova liderança estadual para a coligação, aproximando parlamentares e prefeitos em torno de um projeto político unificado para o estado.
Com essas trocas, o PRD busca manter sua relevância no Plenário Fausto Arruda, equilibrando saídas e entradas de lideranças. O cenário definitivo da bancada dependerá das próximas decisões judiciais e da oficialização de novos apoios nas semanas que antecedem o fechamento de coligações.

