
O SESI Ceará realizou, nesta terça-feira, 10, um debate sobre riscos psicossociais no ambiente de trabalho durante a Feira da Indústria FIEC 2026. O encontro, ocorrido no Centro de Eventos do Ceará, reuniu especialistas, autoridades e gestores industriais para discutir a gestão da saúde mental como fator de competitividade.
Siga o Poder News no Instagram
O foco central da discussão foram as atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A norma estabelece novas diretrizes para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, exigindo que as empresas incluam de forma mais explícita os fatores psicológicos e sociais em seus planos de segurança e saúde.
De acordo com o auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Luís Freitas, esses riscos já eram previstos na legislação desde 1978. No entanto, ele esclareceu que a nova redação da NR-1 muda o patamar de exigência, tornando a gestão desses elementos uma obrigação mais direta e fiscalizável.
Representantes da indústria destacaram que a saúde mental tornou-se prioridade estratégica, especialmente após o aumento expressivo de casos de adoecimento emocional registrados no período pós-pandemia. Para os gestores, o cuidado com o trabalhador reflete diretamente na redução do absenteísmo e na melhoria da produtividade.
A médica do trabalho Débora Lins reforçou que o tema é desafiador e exige uma troca constante de experiências entre os setores médico e de recursos humanos. Segundo a especialista, a integração entre o setor público e a iniciativa privada é fundamental para que as empresas compreendam como aplicar as novas regras na prática.
Para Bertran Rodrigues, coordenador de Segurança e Saúde do SESI Ceará e mediador do painel, o objetivo foi preparar as organizações para as mudanças normativas. Ele pontuou que a indústria cearense reconhece a importância de fortalecer o bem-estar das equipes para garantir a sustentabilidade das operações a longo prazo.
O debate concluiu que a gestão de riscos psicossociais é um avanço necessário para a modernização das relações de trabalho. Especialistas presentes enfatizaram que a qualidade de vida no ambiente laboral é hoje um dos principais pilares para o desenvolvimento econômico e social do setor industrial

