
Fortaleza consolida sua posição no mercado imobiliário de luxo com a ascensão dos chamados “superprédios” residenciais.
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Estes empreendimentos, voltados a um público restrito de altíssimo poder aquisitivo, destacam-se por combinar localizações privilegiadas, metragens generosas e design assinado.
Os valores de venda refletem a exclusividade dos projetos, com unidades que podem atingir a marca de R$ 20 milhões.
A Avenida Beira-Mar, principal corredor turístico e econômico da capital cearense, concentra a maior densidade de edifícios com esse perfil de preço.
Para justificar o investimento, as construtoras apostam em áreas de lazer que priorizam a experiência e o bem-estar.
Segundo Kallil Othoch, diretor do Secovi, os projetos incluem equipamentos de saúde avançados, como estúdios de pilates, saunas e jacuzzis, além de tecnologias diferenciadas de automação e segurança.
O especialista ressalta que o diferencial desses imóveis vai além da estrutura física.
O foco está na entrega de conforto absoluto e experiências exclusivas, elementos fundamentais para atrair compradores que buscam privacidade e um estilo de vida diferenciado no topo da pirâmide social.
Um modelo de negócio comum para viabilizar tais obras é a construção a preço de custo.
Nesse formato, os apartamentos costumam ser comercializados para grupos fechados de clientes das construtoras, que financiam o andamento da obra e, muitas vezes, participam com sugestões ao projeto final.
Além da compra para moradia, os superprédios movimentam permutas estratégicas com proprietários de terrenos em áreas nobres.
O setor também é impulsionado por investidores que adquirem as unidades ainda no lançamento, visando a valorização imobiliária em um dos m² mais caros do Nordeste.

