
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2943/2021, que propõe restringir o acesso a verbas públicas por parte de emissoras de rádio e TV que veiculem conteúdos homofóbicos.
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A proposta, de autoria do deputado José Guimarães (PT/CE), foca na responsabilidade das concessões públicas de comunicação.
O texto estabelece uma punição rigorosa: empresas condenadas judicialmente por crimes de homofobia ou transfobia ficariam impedidas de receber recursos públicos ou publicidade estatal por um período de 10 anos.
Para isso, o projeto altera o Código Brasileiro de Telecomunicações.
A proposta avançou recentemente na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR).
A relatora, deputada Natália Bonavides, já apresentou parecer favorável, deixando a matéria pronta para ser incluída na ordem do dia para votação.
O argumento central da medida baseia-se na natureza jurídica da radiodifusão.
Como rádio e televisão operam mediante concessão do Estado, os defensores do projeto afirmam que esses veículos devem respeitar obrigatoriamente a dignidade humana.
De acordo com o texto, a incitação ao ódio contra minorias rompe o contrato social que justifica a existência da concessão pública.
O projeto defende que o financiamento estatal não deve contemplar programas que utilizem sua audiência para promover discriminação.
Especialistas avaliam que a estratégia do projeto é atingir o faturamento das empresas de comunicação.
Ao vincular a conduta ética à viabilidade econômica das verbas publicitárias, o PL 2943 obriga as redes a intensificarem a fiscalização interna sobre seus apresentadores.
Caso seja aprovado nas comissões em caráter conclusivo, o projeto seguirá diretamente para o Senado.
Se houver divergências ou recurso, o texto precisará passar pelo Plenário da Câmara antes de prosseguir na tramitação legislativa.
