
O senador Sérgio Moro (União) esteve em Sobral, neste sábado, 14, para participar do lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Ceará.
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A visita ao berço político da família Ferreira Gomes foi marcada por críticas contundentes ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB).
Durante o evento, Moro relembrou declarações passadas de Ciro, que teria afirmado que o receberia “a bala” caso o senador visitasse a cidade.
“Estou aqui e não nos intimidamos diante de valentões”, declarou o parlamentar paranaense em resposta direta ao tucano.
Além do embate pessoal, Moro atacou a situação da segurança pública no estado.
O senador atribuiu o avanço das facções criminosas no Ceará às gestões do PT e ao legado político deixado pelo grupo de Ciro Gomes nas últimas décadas.
O ex-juiz defendeu que Eduardo Girão é o único representante autêntico da direita na disputa pelo Palácio da Abolição em 2026.
Para Moro, os problemas estaduais não serão resolvidos entregando o governo a quem já foi aliado histórico do petismo.
A narrativa de que Girão centraliza o campo conservador tem sido sustentada por figuras de projeção nacional, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
O movimento busca isolar pré-candidaturas que tentam diálogos com o centro ou com o grupo de Ciro.
A estratégia, no entanto, expõe divergências no PL Ceará, evidenciando um embate entre Michelle e o deputado André Fernandes.
A ex-primeira-dama classificou como “precipitada” a articulação entre lideranças locais da legenda e o diretório do PSDB cearense.
O conflito entre Michelle e Ciro Gomes ganhou novos contornos em março, após trocas de acusações públicas.
Enquanto o ex-ministro a acusou de humilhar aliados, Michelle rebateu afirmando que não abre mão de valores em nome de um “pragmatismo político”.
Ao encerrar o evento em Sobral, Eduardo Girão reforçou sua posição como alternativa à esquerda e à centro-esquerda.
O senador criticou lideranças de direita que estariam buscando acordos com Ciro motivadas por “interesses familiares” e projetos de poder.
