
O rádio cearense perdeu um de seus nomes mais emblemáticos com o falecimento de Carlos Augusto Evaristo Nogueira, o “Amigão”, na última terça-feira, 17.
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O comunicador, que tinha 60 anos, estava internado no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) desde outubro do ano passado para tratar complicações decorrentes de problemas renais.
Natural de Mossoró (RN), Carlos Augusto construiu uma carreira sólida no Ceará, tornando-se uma das principais vozes da comunicação local, especialmente na década de 1990.
Ele era irmão do também radialista Evaristo Nogueira e deixou um legado de proximidade com o público e modernização da linguagem radiofônica.
Sua trajetória é marcada por passagens de destaque na Rádio Verdinha e na TV Diário, onde comandou o “Show da Manhã”.
No programa, “Amigão” misturava a prestação de serviços e notícias com o incentivo à cultura, cedendo espaço para que artistas iniciantes apresentassem seus trabalhos a uma grande audiência.
O apelido que o consagrou surgiu de sua vocação para a caridade.
Segundo o radialista Tom Barros, que trabalhou com Carlos, o apresentador utilizava o alcance do microfone para ouvir relatos de pessoas em situação de vulnerabilidade e mobilizar ajuda, transformando o programa em uma rede de solidariedade.
Tom Barros destaca que Carlos Augusto possuía uma voz privilegiada e um estilo de comunicação pautado pelo coração.
Para o colega, o “Amigão” soube aliar a competência técnica a um compromisso humano, mantendo-se dedicado ao rádio mesmo durante os períodos de maior dificuldade enfrentados pela doença.
Além da atuação profissional, o radialista era conhecido por sua religiosidade ativa.
Amigos relembram que ele costumava realizar pregações voluntárias em comunidades, levando palavras de acolhimento e conforto, o que reforçava sua imagem de comunicador querido e respeitado pelos telespectadores e ouvintes.
A notícia de sua morte gerou forte comoção nas redes sociais, com homenagens de fãs e jornalistas.
Cláudio Teran, colega de profissão, ressaltou que Carlos fez parte de uma geração que renovou o rádio cearense nos anos 1980 e que sua voz sempre foi um instrumento de esperança para quem o acompanhava.
As cerimônias de despedida ocorrem nesta quarta-feira, 18, em Fortaleza.
O velório foi marcado para a Sala Nobre do Alvorada Funerais, no Centro, seguido pela cremação do corpo no Parque da Saudade.
O rádio cearense silencia uma de suas vozes mais generosas, mas preserva a memória de sua contribuição à comunicação.

