
O Ceará consolidou, em 2025, o melhor desempenho de sua série histórica no índice de desconforto econômico calculado pelo Santander.
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O indicador atingiu o patamar recorde de 10,7%, mantendo a trajetória de melhora iniciada no ano anterior.
O resultado reflete a estabilidade dos índices macroeconômicos no estado após um período de recuperação iniciado em 2024.
Com este número, o Ceará se posiciona como o estado de melhor desempenho entre as principais economias do Nordeste.
O índice cearense superou os registros de Pernambuco, que fechou o período com 12,4%, e da Bahia, que alcançou 13,2%, segundo o levantamento da instituição financeira.
O índice de desconforto econômico é uma métrica que combina as taxas de inflação e desemprego para medir o impacto da economia no cotidiano das famílias.
No caso do Ceará, o percentual favorável é atribuído à combinação de uma inflação moderada com um mercado de trabalho mais aquecido, o que reduz a pressão sobre o orçamento doméstico.
A melhora do indicador gera efeitos diretos na confiança do consumidor e no poder de compra da população.
De acordo com o estudo, a queda do desconforto econômico favorece o consumo e sinaliza uma tendência de melhora cíclica, impulsionando a atividade comercial e de serviços no estado.
No cenário nacional, o levantamento aponta que o Brasil atingiu o menor nível de desconforto da série histórica, com uma média de 9,3%.
A trajetória de melhora foi observada na maioria das unidades federativas, indicando um momento de recuperação disseminada por diferentes regiões do país ao longo de 2025.
Apesar dos avanços, o estudo ressalta que as desigualdades regionais ainda são visíveis.
Embora a distância tenha diminuído, os estados das regiões Norte e Nordeste continuam apresentando níveis de desconforto econômico superiores aos registrados no Sul e Sudeste, desafiando a continuidade das políticas de equilíbrio regional.

