
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou 38 pessoas suspeitas de integrar um esquema de desvio de verbas públicas em oito municípios cearenses.
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Segundo o órgão, o grupo teria desviado aproximadamente R$ 7,7 milhões entre 2015 e 2017 por meio de fraudes sistemáticas em processos licitatórios.
A denúncia, apresentada pelo Gaeco, aponta a prática de crimes como peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
O esquema envolvia a manipulação de contratos públicos para beneficiar empresas de fachada e garantir pagamentos irregulares a membros da organização criminosa.
As irregularidades foram identificadas nas cidades de Chaval, Ibicuitinga, Itarema, Itaitinga, Itapiúna, Jijoca de Jericoacoara, Pentecoste e Tejuçuoca.
O monitoramento das contas bancárias e relatórios de inteligência financeira foram fundamentais para mapear o fluxo do dinheiro desviado nessas gestões.
De acordo com as investigações, a organização era estruturada em três núcleos distintos: o político-administrativo, formado por servidores; o empresarial, responsável pelas empresas de fachada; e o operacional, que utilizava “laranjas” para movimentar os valores e ocultar os beneficiários reais.
O Gaeco revelou que empresas de consultoria contábil eram utilizadas para assumir o controle dos setores financeiros das prefeituras.
Essa estratégia facilitava a simulação de serviços e permitia que pagamentos fossem feitos a pessoas físicas por atividades que já deveriam ser executadas pelas empresas contratadas.
Os repasses aos “laranjas” ocorriam por meio de transferências diretas, sem qualquer registro nos sistemas de controle oficiais.
A denúncia destaca que as contas dos investigados funcionavam como um “caixa rápido”, com saques constantes realizados imediatamente após o depósito das verbas municipais.
O Ministério Público agora requer a condenação de todos os envolvidos e o estabelecimento de um valor mínimo para ressarcimento dos danos causados ao erário.
Atualmente, o processo tramita em segredo de Justiça, enquanto as autoridades buscam a reparação financeira para os cofres das cidades atingidas.

