
Pelo menos cinco deputados estaduais licenciados, que atualmente ocupam cargos no primeiro escalão do Governo do Ceará, devem retornar à Assembleia Legislativa (Alece) até o dia 4 de abril.
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A movimentação atende ao prazo de desincompatibilização da Justiça Eleitoral, exigindo que ocupantes de cargos públicos se afastem de suas funções para estarem aptos a disputar as eleições deste ano.
O grupo que retorna ao Legislativo é composto por Fernando Santana (PT), Moisés Braz (PT), Lia Gomes (PSB), Osmar Baquit (PSB) e Zezinho Albuquerque (PP).
O único que não retomará o mandato é Oriel Filho (PT), secretário da Pesca e Aquicultura, que optou por permanecer na pasta e apoiar a candidatura de sua aliada, Laís Nunes (PT), ex-prefeita de Icó.
A volta dos titulares altera diretamente a composição atual da Casa, provocando a saída imediata de suplentes que vinham exercendo o mandato, como Guilherme Sampaio (PT) e Nizo Costa (PT).
Para evitar o esvaziamento político desses nomes em ano eleitoral, os partidos já articulam uma nova rodada de “rodízios partidários” por meio de licenças de interesse particular.
Nessa estratégia, deputados titulares se afastam por até 120 dias, sem remuneração, permitindo que os suplentes reassumam as cadeiras.
A medida é vista internamente como uma forma de dar visibilidade aos parlamentares que ajudaram as siglas a atingir o quociente eleitoral, mantendo a base governista mobilizada nos municípios.
No caso do PT, o foco principal é manter o deputado Guilherme Sampaio, atual líder do Governo Elmano na Alece, em exercício.
Como Sampaio é o segundo suplente da federação, a sigla precisará viabilizar pelo menos duas licenças entre os titulares para garantir sua permanência na Casa após o retorno dos secretários.
O líder do PT na Alece, Messias Dias, confirmou que o partido está em reuniões para definir quem sairá de licença.
Além de Sampaio, a federação avalia abrir espaço para Walter Cavalcante, quarto suplente, que também pretende disputar o pleito deste ano e busca visibilidade no parlamento.
Já no PSB, a articulação está mais avançada.
O líder da bancada, Marcos Sobreira, informou que os deputados Sérgio Aguiar e o próprio Osmar Baquit (após seu retorno) devem se licenciar por quatro meses.
O objetivo é garantir a permanência dos suplentes Guilherme Bismarck e Tin Gomes na Assembleia ao longo do semestre.
A manutenção dessa configuração reforça a estratégia das legendas de valorizar seus quadros políticos durante o período pré-eleitoral.
Com os rodízios, os partidos conseguem contemplar tanto os secretários que retornam para fortalecer suas bases quanto os suplentes que necessitam da vitrine parlamentar para suas campanhas.

