
O projeto Hortas Sociais, iniciativa da Prefeitura de Fortaleza, tem transformado a realidade de comunidades em situação de vulnerabilidade ao promover o acesso gratuito a hortaliças frescas.
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O objetivo central é combater a insegurança alimentar por meio do cultivo urbano, garantindo que alimentos saudáveis cheguem à mesa de quem mais precisa.
Atualmente, a capital conta com seis estufas distribuídas nos bairros Conjunto Ceará, Granja Portugal, Conjunto Palmeiras, Jacarecanga e Sapiranga.
Nesses locais, são cultivados itens essenciais da dieta brasileira, como alface, couve-manteiga, coentro, maxixe e tomate-cereja, todos distribuídos sem custos para a população cadastrada.
As colheitas ocorrem a cada 30 ou 40 dias e mobilizam centenas de moradores.
Cada ciclo de produção rende entre 700 quilos e uma tonelada de alimentos por unidade, beneficiando diretamente cerca de três mil pessoas.
Para muitos, a fila que se forma na madrugada é a garantia de uma alimentação de qualidade para o mês.
Além da distribuição, o projeto foca na educação alimentar.
Segundo a coordenação de Segurança Alimentar da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), a iniciativa ajuda a mudar hábitos, incentivando a substituição de produtos ultraprocessados por alimentos naturais e de alto valor nutricional.
O público idoso é o principal beneficiário e protagonista do projeto.
Para além da nutrição, as hortas funcionam como espaços de terapia e ressocialização.
A participação nas atividades coletivas ajuda a elevar a autoestima dos idosos, combatendo o isolamento e proporcionando um sentimento de utilidade e pertencimento.
Exemplo disso é a moradora Alexandra Brito, que atua como voluntária na unidade da Jacarecanga.
Ela relata que o projeto melhorou não apenas a saúde física da família, mas também trouxe alívio ao orçamento doméstico e criou novos laços de amizade, comparando o ambiente da horta a uma extensão de sua própria família.
A iniciativa também incentiva a autonomia por meio de oficinas técnicas e distribuição de mudas.
O objetivo é que os participantes aprendam a criar seus próprios “quintais produtivos” em casa, multiplicando o alcance do projeto e fortalecendo a consciência sobre o cultivo sustentável no meio urbano.
Para participar, idosos e pessoas de baixa renda devem se cadastrar nas unidades apresentando documentos básicos e o Número de Inscrição Social (NIS).
O excedente das colheitas é destinado a cozinhas solidárias, garantindo que o impacto das Hortas Sociais alcance ainda mais cidadãos em situação de risco nutricional.

