
A Corte de Apelação de Roma, na Itália, aceitou o pedido de extradição da deputada federal brasileira Carla Zambelli (PL-SP).
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A decisão, proferida nesta semana, atende a uma solicitação do governo brasileiro baseada em investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O caso está diretamente ligado ao inquérito que apura a atuação do hacker Walter Delgatti Neto, que teria sido contratado para inserir documentos falsos nos sistemas do Judiciário brasileiro, incluindo um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.
A deputada é investigada pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Para a justiça italiana, os requisitos formais e jurídicos do tratado de extradição entre os dois países foram preenchidos.
A decisão de primeira instância considerou que as acusações no Brasil possuem correspondência legal na Itália e que não há indícios de perseguição política que pudessem barrar o envio da parlamentar de volta ao seu país de origem.
Apesar da autorização judicial, a extradição não é imediata.
A defesa de Carla Zambelli ainda pode recorrer à Corte de Cassação, o tribunal máximo da Itália, para tentar reverter o parecer.
Caso o recurso seja negado na última instância jurídica, a palavra final caberá ao Ministério da Justiça italiano, que decidirá se executa ou não a entrega da deputada às autoridades brasileiras.
Carla Zambelli, que viajou para a Itália recentemente alegando compromissos profissionais e pessoais, nega qualquer irregularidade e afirma ser alvo de perseguição.
No Brasil, o processo segue sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e a possível extradição é vista como um passo decisivo para o andamento das investigações sobre ataques cibernéticos às instituições democráticas.

