
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, nesta quarta-feira, 25, que o ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT), poderá disputar as eleições de 2026.
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Durante a inauguração de novas alas de um hospital universitário em São Paulo, o chefe do Executivo afirmou que o cearense estará à disposição do grupo político.
A declaração ocorreu no contexto da reforma ministerial motivada pelo prazo de desincompatibilização, que exige que ocupantes de cargos públicos renunciem para concorrer ao pleito.
Segundo Lula, embora Camilo não tenha um cargo definido para a disputa, ele se afastará do ministério para ficar “na expectativa” de uma eventual convocação.
Lula comparou a situação de Camilo à de outros auxiliares de primeiro escalão, como Fernando Haddad, que deixa a Fazenda para focar na disputa pelo Governo de São Paulo, e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O movimento indica uma reestruturação estratégica do governo federal visando as urnas no próximo ano.
Atualmente, Camilo Santana é senador licenciado, com mandato garantido no Congresso Nacional até 2030.
Com sua ida para o Ministério da Educação (MEC) no início da gestão atual, sua vaga no Senado Federal vem sendo ocupada pela suplente Augusta Brito (PT).
Nos bastidores políticos, a fala de Lula reforça rumores de que Camilo poderia disputar novamente o Governo do Ceará.
Especula-se que ele poderia ocupar a vaga na chapa majoritária no lugar do atual governador Elmano de Freitas (PT), que é pré-candidato à reeleição, embora nada tenha sido oficializado.
Em declarações anteriores, o ministro da Educação vinha mantendo um tom cauteloso sobre suas pretensões eleitorais.
Ele havia afirmado que seu objetivo principal ao deixar o cargo em abril seria se dedicar exclusivamente às campanhas de reeleição de Elmano de Freitas no plano estadual e de Lula no plano nacional.
Entretanto, o posicionamento de Camilo apresentou nuances recentemente.
Em um evento partidário realizado em fevereiro, o ministro admitiu que, se for “convocado para uma missão” em seu estado de origem, priorizará o projeto coletivo do grupo político em detrimento de escolhas pessoais.
A sinalização de Lula coloca o ex-governador cearense definitivamente no tabuleiro eleitoral de 2026 como uma peça versátil.
A saída de Camilo do MEC, prevista para o início de abril, marca o início de uma nova fase na carreira do petista, que retorna ao Ceará consolidado como uma das principais lideranças nacionais do partido.

