
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu, por unanimidade, o registro da federação partidária União Progressista.
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A nova aliança, formada pela junção das legendas União Brasil e Progressistas (PP), foi oficializada em sessão presencial realizada na manhã desta quinta-feira, 26, em Brasília.
A decisão acompanhou o voto favorável da relatora do processo, a ministra Estela Aranha.
O parecer foi seguido integralmente pelos demais integrantes da Corte: os ministros André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Floriano de Azevedo Marques e Ricardo Villas Bôas Cueva.
O pedido de homologação da aliança havia sido protocolado no tribunal em dezembro de 2025, consolidando meses de negociações entre as siglas.
O acordo entre as duas agremiações foi anunciado publicamente ainda em abril do ano passado, durante um ato político no Congresso Nacional, com foco nas eleições de 2026.
Sob o comando de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, a federação passará a atuar de forma integrada.
O objetivo é unificar o funcionamento das legendas em instâncias municipais, estaduais e federais, além de formar blocos partidários coesos nas casas legislativas de todo o país.
Do ponto de vista estratégico, a União Progressista nasce como uma das maiores potências do cenário político nacional.
A junção garante ao grupo a maior fatia do Fundo Eleitoral, estimada em quase R$ 1 bilhão, além de assegurar o maior tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.
A relevância numérica também é significativa: a nova federação passa a deter o maior contingente de senadores, governadores, deputados federais e estaduais, além de prefeitos e vereadores do país.
Segundo Rueda, a união busca oferecer “projetos qualificados” e focar no desenvolvimento nacional e na dignidade dos cidadãos.
Apesar da aprovação unânime no TSE, a aliança enfrentou desgastes internos antes da formalização.
Divergências regionais marcaram o processo, como em Pernambuco, onde o deputado Mendonça Filho chegou a solicitar o cancelamento da federação devido a entraves nos arranjos eleitorais e políticos locais.
No Ceará, a federação inicia suas atividades em meio a um cenário de indefinição e divisões internas.
As alas locais disputam o controle da presidência estadual, dividindo-se entre o alinhamento à gestão do governador Elmano de Freitas (PT) e a manutenção de uma postura de oposição, o que reflete a complexidade das alianças regionais.

