
As vendas no varejo para a Páscoa de 2026 devem atingir R$ 3,57 bilhões, o que representa um crescimento de 2,5% em relação ao ano passado, já descontada a inflação.
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Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), este será o maior volume de faturamento da série histórica iniciada em 2005.
Apesar do recorde financeiro, o consumidor encontrará produtos mais caros.
A cesta de itens típicos da data deve registrar um reajuste médio de 6,2%, ficando acima da inflação geral pelo terceiro ano consecutivo.
O chocolate é o principal responsável pela alta, com aumento esperado de 14,9% devido à valorização do cacau no mercado internacional.
O encarecimento das matérias-primas no exterior desestimulou as importações, que caíram 27% para chocolates e 22% para o bacalhau.
Com o preço do chocolate subindo 37% lá fora, a tendência para este ano é que os produtos de fabricação nacional ganhem mais espaço nas prateleiras e na escolha dos brasileiros.
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a oscilação de preços reforça a importância de consolidar acordos comerciais internacionais, como o pacto entre Mercosul e União Europeia.
Segundo o dirigente, tais parcerias são essenciais para reduzir o custo de itens tradicionais e potencializar o mercado interno, independentemente das variações cambiais.
O economista-chefe da entidade, Fabio Bentes, analisa que o bom desempenho das vendas é sustentado pelo mercado de trabalho aquecido e pela desaceleração do nível geral de preços.
Ele destaca que os itens de Páscoa dependem menos de condições de crédito, o que favorece o consumo imediato mesmo em cenários de custos elevados de produção.
Os dados consolidam a trajetória de recuperação do setor iniciada em 2021, superando os baixos patamares registrados durante a crise sanitária de 2020.
Atualmente, a Páscoa se posiciona como a sexta data comemorativa mais relevante para o comércio nacional, mantendo um crescimento consistente na demanda.

