
A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) anunciou um investimento de R$ 50 milhões até 2031 para a construção de gasodutos voltados ao abastecimento de cinco novas termelétricas no Estado.
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O projeto visa atender usinas contratadas em leilões de capacidade da Aneel, localizadas no Complexo do Pecém e em Aracati.
Com a entrada em operação dessas usinas, a Cegás projeta mais que duplicar o volume de gás natural distribuído no Ceará.
A expectativa é que o fornecimento salte dos atuais 500 mil m³ diários para 1,4 milhão de m³, fortalecendo a infraestrutura energética e a segurança do sistema elétrico estadual.
O aumento expressivo no volume de gás movimentado deve impactar positivamente o bolso do consumidor.
Como a margem de lucro da concessionária é regulada pela Arce, o incremento na rede obriga o repasse da economia para a tarifa final, o que, segundo a presidência da companhia, resultará em redução de preços.
Além do setor elétrico, a Cegás acelera a expansão da malha para o interior e o litoral.
No Cariri, as obras de 45 km de gasodutos em Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha devem ser concluídas ainda este ano, com investimento de R$ 22 milhões voltados aos setores industrial, comercial e residencial.
Na Região Metropolitana de Fortaleza, os investimentos focam em áreas turísticas e residenciais.
Projetos no Porto das Dunas e na Praia do Futuro, que somam R$ 9 milhões em aportes, têm previsão de entrega para 2027, ampliando o acesso ao gás canalizado em locais de alta demanda.
A companhia também estuda a viabilidade de converter frotas pesadas para o uso de GNV.
A estratégia consiste em criar corredores de abastecimento em rodovias interestaduais, permitindo que caminhões de carga substituam o diesel pelo gás natural, reduzindo custos operacionais e emissões de poluentes.
No transporte público da Capital, as negociações com a Etufor buscam viabilizar o uso do gás natural na frota de ônibus urbanos.
O custo do combustível, cerca de 30% inferior ao do diesel, é visto como um fator determinante que poderia auxiliar no congelamento do preço das passagens em Fortaleza.
Enquanto os estudos de viabilidade econômica avançam, a Prefeitura mantém o plano de renovação da frota com veículos do padrão Euro 6.
A convergência entre a modernização dos motores e a possível adoção do gás natural reforça o compromisso da cidade com a redução de impactos ambientais no setor de transporte.

