
A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, reafirmou nesta segunda-feira, 30, sua intenção de se filiar à Federação União Progressista (composta por União Brasil e PP).
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Mesmo com o bloco adotando atualmente uma postura de oposição ao governo estadual, Jade sinalizou que as negociações para atrair a legenda para a base aliada continuam em curso.
O anúncio ocorre em um momento de tensionamento político, após o ex-deputado federal Capitão Wagner assumir a presidência estadual da federação.
A ascensão de Wagner consolidou o grupo como uma força de oposição direta ao governador Elmano de Freitas (PT), criando um cenário de incerteza para aliados do Palácio da Abolição que buscam abrigo na sigla.
Jade Romero declarou que “o juiz ainda não acabou o jogo”, indicando que a configuração de comando da federação pode sofrer alterações antes do fechamento da janela partidária.
A fala sugere que o grupo governista ainda aposta em articulações nacionais para retomar a influência sobre o diretório cearense.
A vice-governadora reiterou que sua decisão está vinculada à defesa do projeto político iniciado por lideranças como Cid Gomes, Camilo Santana e Izolda Cela.
Para Jade, a prioridade estratégica é garantir a continuidade das políticas públicas implementadas pela atual coalizão, independentemente das siglas ocupadas.
O prazo final para essas definições é o dia 4 de abril, data limite para filiações partidárias de quem pretende disputar as próximas eleições.
Até lá, os bastidores políticos devem registrar movimentações intensas entre as lideranças que tentam acomodar seus grupos dentro de legendas com maior tempo de TV e recursos.
Em tom crítico à oposição, Jade classificou o grupo liderado pela direita conservadora no estado como representantes das “forças do atraso”.
A vice-governadora defendeu que a união da base governista é fundamental para impedir o retrocesso de projetos estruturantes no território cearense.
A movimentação estratégica de Jade Romero é vista como uma tentativa de manter o governo com interlocução em partidos de centro.
O desfecho dessa filiação será um termômetro importante para medir a capacidade do governo Elmano de atrair forças moderadas para o arco de alianças que disputará o pleito de 2026.

