
A mesa dos brasileiros passa por uma transformação significativa entre o silêncio da Sexta-feira Santa e a celebração da Páscoa.
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Enquanto os peixes assumem o protagonismo nas refeições principais, o chocolate surge como a grande tentação do período, desafiando quem busca manter uma alimentação equilibrada sem abrir mão das tradições religiosas e culturais.
De acordo com a professora Camila Mognatti, coordenadora de Nutrição da Estácio Brasília, o segredo para atravessar o feriado com saúde está na consciência e não na restrição severa.
A especialista defende que tanto o peixe quanto o chocolate podem compor uma dieta benéfica, desde que as escolhas priorizem a qualidade dos ingredientes e a moderação nas porções.
Do ponto de vista nutricional, a substituição da carne vermelha pelo peixe é vista como um movimento positivo para o organismo.
Além de serem proteínas de fácil digestão, espécies como salmão, sardinha e atum são ricas em ômega 3.
Essa gordura insaturada é amplamente associada pela ciência à saúde cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.
No entanto, a escolha do pescado exige atenção redobrada do consumidor no momento da compra. Peixes frescos devem apresentar odor suave, olhos brilhantes e carne firme ao toque.
No preparo, a recomendação é priorizar métodos como grelhar, assar ou cozinhar, evitando frituras e molhos excessivamente calóricos que podem anular os benefícios nutricionais do alimento.
Uma estratégia importante para quem suspende o consumo de carne vermelha é o ajuste de outros minerais no prato.
Como o peixe possui menos ferro, a nutricionista sugere combiná-lo com feijões e vegetais de cor verde-escuro.
Esse rodízio de nutrientes garante que o corpo receba o aporte necessário de energia e minerais essenciais durante os dias de abstinência.
Quanto ao chocolate, o “vilão” da Páscoa pode se tornar um aliado se a escolha recair sobre versões com 70% de cacau ou mais.
Esse tipo de produto concentra antioxidantes que auxiliam no combate ao estresse oxidativo. O alerta maior fica para os ovos industrializados e recheados, que costumam carregar altos índices de açúcares, gorduras trans e aditivos químicos.
Para as famílias com crianças, a orientação é tornar o consumo de peixe mais atrativo por meio da criatividade na cozinha.
Espécies de sabor delicado, como a tilápia e a pescada, costumam ter melhor aceitação entre os pequenos.
Preparações como hambúrgueres caseiros ou bolinhos assados são alternativas eficazes para introduzir o alimento de forma lúdica.
Em suma, a Semana Santa pode ser um convite ao equilíbrio entre o prazer gastronômico e o autocuidado.
Ao optar por alimentos mais naturais e métodos de preparo saudáveis, é possível respeitar a tradição do calendário religioso e, ao mesmo tempo, promover o bem-estar físico, garantindo que a nutrição seja parte integrante do sentido da data.

