
O ex-secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, oficializou sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) nesta quinta-feira, 2.
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O anúncio foi feito por meio das redes sociais, em uma publicação conjunta com o presidente estadual da sigla, o deputado federal André Figueiredo.
A movimentação ocorre logo após Chagas ter deixado o cargo no governo estadual na quarta-feira, 1º, visando a disputa eleitoral de outubro.
Apesar de ingressar em um partido que abriga alas de oposição, Chagas Vieira fez questão de reforçar seu alinhamento com o projeto político liderado pelo PT no Ceará e no Brasil.
Em sua declaração, ele destacou nomes como o do presidente Lula, do ministro Camilo Santana e do governador Elmano de Freitas, sinalizando que sua migração partidária não significa um rompimento com a atual base governista.
Em entrevista ao PontoPoder, o novo pedetista confirmou que sua filiação tem como objetivo direto uma candidatura no pleito deste ano.
No entanto, o cargo específico que ele irá disputar ainda será definido após avaliações táticas e estratégicas do grupo político.
Chagas elogiou o conteúdo programático do PDT, classificando-o como um partido de centro-esquerda com o qual possui grande afinidade.
André Figueiredo ressaltou que Chagas terá uma missão de peso dentro da cúpula partidária: ajudar na articulação e construção do PDT em todos os municípios cearenses.
O dirigente indicou que o ex-secretário possui envergadura para ocupar qualquer espaço no processo eleitoral, mencionando inclusive a possibilidade de uma candidatura a deputado federal no futuro próximo.
A chegada de Chagas Vieira é vista como um reforço estratégico em um momento de profunda instabilidade para o PDT no Ceará.
A legenda tem enfrentado uma série de baixas e desfiliações em diversos níveis legislativos, com parlamentares migrando para siglas como o PSB, Republicanos, PL e Podemos, após divisões internas que fragmentaram a bancada.
Recentemente, o partido perdeu nomes importantes na Câmara Municipal de Fortaleza e viu a debandada de quatro deputados estaduais para a oposição.
No plano federal, parlamentares também assinaram fichas de filiação em outras legendas, o que aumentou a pressão sobre a presidência da sigla para reorganizar seus quadros antes do fechamento da janela partidária.
Nesse contexto, a figura de Chagas Vieira, conhecido por sua capacidade de articulação nos bastidores do Palácio da Abolição, surge como uma tentativa de estabilizar a sigla e planejar as próximas etapas da corrida eleitoral.
A integração do ex-auxiliar de Elmano de Freitas ao PDT redesenha o xadrez político local, unindo a estrutura partidária pedetista à experiência estratégica de um dos principais nomes das gestões estaduais recentes.

