
A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, oficializou seu retorno ao Partido dos Trabalhadores (PT) nesta quinta-feira, 2.
Siga o Poder News no Instagram
O movimento marca uma reviravolta no xadrez político estadual, ocorrendo pouco tempo após ela ter anunciado sua migração para o União Brasil.
A decisão foi consolidada após intensas conversas com o núcleo duro do governo e lideranças petistas.
O retorno de Jade ocorre no limite do prazo da janela partidária, que se encerra neste sábado, 4.
Pela legislação eleitoral, os candidatos que pretendem disputar as eleições de outubro devem estar com a filiação partidária deferida e os cargos desimpedidos exatamente seis meses antes do pleito, tornando esta primeira semana de abril decisiva para as definições.
A breve passagem da vice-governadora pelo União Brasil havia sido interpretada como um movimento para atrair partidos de centro para a base aliada.
No entanto, o retorno ao PT, sinaliza uma estratégia de unificação da chapa majoritária sob uma única legenda, evitando dispersão de forças e garantindo maior coesão interna no partido do governador Elmano de Freitas.
Nas redes sociais e em atos oficiais, Jade Romero destacou que sua volta à sigla reafirma o compromisso com o projeto político que governa o estado.
O anúncio foi recebido com entusiasmo pela militância petista, que via com reservas sua permanência em uma legenda com contornos de oposição no plano federal, como é o caso de setores do União Brasil.
Com a filiação garantida antes do prazo de 4 de abril, Jade Romero assegura sua elegibilidade para a disputa de 2026, seja para a reeleição na vice-governadoria ou para outros cargos majoritários.
A movimentação também blinda o governo Elmano de eventuais crises partidárias externas, mantendo os dois principais cargos do Executivo cearense sob o controle direto do PT.
A partir de agora, resolvida a questão partidária até o limite de abril, a vice-governadora deve intensificar sua agenda de interiorização e representação institucional.
O foco da gestão estadual para o restante do primeiro semestre de 2026 será a entrega de obras e a consolidação de alianças, agora com a segurança jurídica e política de uma chapa partidariamente alinhada.

