
O ex-secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira (PDT), subiu o tom contra o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) em resposta às recentes declarações do tucano.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, o governista classificou Ciro como um “poço de mágoas e contradições” e afirmou que o discurso do ex-aliado carece de credibilidade.
No vídeo, Chagas utilizou termos como “embromação” e “papo furado” para descrever as promessas do ex-governador.
O pedetista rebateu especificamente os compromissos feitos por Ciro nas áreas de segurança, saúde, educação e economia, apontando o que considera incoerências políticas.
No campo da segurança pública, o ex-chefe da Casa Civil questionou a aliança de Ciro com o ex-deputado Capitão Wagner (União).
Chagas relembrou declarações antigas em que o próprio Ciro rotulava Wagner como “miliciano” e o acusava de liderar “marginais ligados ao narcotráfico”.
Em relação à saúde, a crítica focou na aproximação do ex-ministro com o grupo de André Fernandes e setores bolsonaristas.
Chagas recordou o comportamento desses aliados durante a pandemia, mencionando o boicote à vacina e o negacionismo científico no momento mais agudo da crise sanitária.
O histórico administrativo de Ciro também foi alvo de questionamentos.
Sobre a educação, o governista afirmou que, durante seu período à frente do Executivo estadual, o ex-governador não teria implementado escolas de tempo integral ou unidades profissionalizantes, marcas da atual gestão.
No debate econômico, Chagas Vieira destacou o apoio de Ciro à criação da taxa de lixo em Fortaleza, sancionada pelo prefeito José Sarto (PSDB).
Para o governista, tal posicionamento contradiz a imagem de defensor da economia popular que o tucano tenta projetar.
As declarações de Chagas Vieira marcam o acirramento das tensões entre o grupo governista e a ala liderada por Ciro Gomes e Sarto.
A troca de acusações reflete a fragmentação de antigas alianças e o redesenho das forças políticas no Ceará com vistas aos próximos pleitos.
