
O Ceará avança na área de sustentabilidade com a implementação da Usina-Modelo de Valorização Energética de Biogás e Lodo.
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O projeto, que acaba de concluir a fase de auditorias com 100% de aprovação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), posiciona o estado como referência em inovação tecnológica aplicada ao saneamento básico e à economia circular.
Desenvolvida pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), a unidade está sendo instalada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alameda das Palmeiras, em Fortaleza.
A expectativa é que a operação em escala real tenha início ainda no primeiro semestre de 2026, transformando resíduos do tratamento de esgoto em energia renovável.
O investimento total para a viabilização do projeto é de aproximadamente R$ 8 milhões.
Dessemontante, R$ 3 milhões são provenientes de recursos não reembolsáveis do BNDES, enquanto o restante é custeado pela própria Cagece.
O objetivo é criar uma tecnologia sustentável que possa ser replicada em cidades de pequeno e médio porte, atendendo a demandas globais de mitigação das mudanças climáticas.
A gestão administrativa e financeira da iniciativa é conduzida pela Fundação FASTEF.
Segundo o diretor-presidente da fundação, Joaquim Perucio, o papel da entidade é garantir a transparência, a governança e a segurança jurídica necessárias para que o conhecimento científico gerado na universidade se converta em benefícios práticos e qualidade de vida para a sociedade.
No âmbito acadêmico, a usina integra uma linha de pesquisa do Laboratório de Combustão, Energias Renováveis e Hidrogênio Verde (LACERH) da UFC, liderada pelo pesquisador Dr. William Magalhães Barcelos.
O foco está na conversão de águas residuárias em biogás e lodo com alto potencial energético, o que reduz custos operacionais e aumenta a eficiência das estações de tratamento.
Além da eficiência energética, o projeto apresenta um relevante impacto ambiental ao reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
Ao aproveitar o metano — gás com potencial de aquecimento global 28 vezes superior ao CO2 —, a tecnologia foi premiada nacionalmente pela Associação das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) por seu caráter inovador e viabilidade econômica.
A Fundação FASTEF, responsável pelo suporte institucional, já gerenciou mais de 500 projetos voltados ao desenvolvimento científico e tecnológico.
Sua atuação na Usina-Modelo reforça a importância da integração entre academia, setor público e empresas para consolidar o Ceará como um polo de soluções sustentáveis e transição para energias limpas.

