
O senador Cid Gomes (PSB) classificou como “constrangedora” a possibilidade de não votar no próprio irmão, Ciro Gomes (PSDB), nas eleições de 2026.
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Em entrevista ao jornal O Globo, o parlamentar expôs o dilema pessoal diante do provável enfrentamento político entre os dois no Ceará.
Atualmente, os irmãos ocupam polos opostos na política estadual.
Enquanto Cid integra a base de sustentação do governador Elmano de Freitas (PT), Ciro consolidou-se como a principal voz da oposição, atraindo siglas como PL e União Brasil para seu arco de alianças.
Para o senador do PSB, a candidatura de Ciro ao Governo do Estado tende a se consolidar como a única alternativa viável do grupo oposicionista.
Cid avalia que, diante da ausência de outros nomes competitivos na oposição, o irmão deverá assumir o protagonismo na disputa.
Apesar do laço familiar, Cid reafirmou seu alinhamento com a gestão petista.
Sua estratégia atual foca em garantir o protagonismo do PSB na chapa majoritária governista, defendendo a indicação do deputado federal Júnior Mano para uma das vagas ao Senado.
Sobre o próprio futuro, Cid Gomes descartou disputar a reeleição ao Senado em 2026.
Ele argumentou que, em um cenário de disputa direta, não contaria com o apoio de Ciro, dadas as atuais costuras políticas e compromissos assumidos pelo irmão com outros aliados.
No plano nacional, o senador indicou que o apoio à reeleição do presidente Lula (PT) é a tendência natural, mas condicionou sua posição definitiva ao cenário de alternativas políticas futuras.
Cid ressaltou que o PSB buscará o caminho de maior viabilidade para seus projetos.
O parlamentar detalhou ainda as metas de crescimento do PSB após a migração de lideranças egressas do PDT.
O partido planeja eleger cinco deputados federais e 13 estaduais, consolidando-se como uma das maiores forças legislativas do Ceará.
O rompimento entre os irmãos remonta à eleição de 2022, quando divergiram sobre a sucessão estadual.
O conflito interno sobre quem deveria liderar a chapa governista na época resultou na fragmentação da aliança histórica entre PT e PDT e no atual distanciamento familiar.
