
O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará deve se reunir nos próximos dias para definir os rumos da legenda nas eleições de 2026.
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O encontro ocorrerá após o 8º Congresso Nacional do PT, marcado para o fim de abril em Brasília, ocasião em que o deputado estadual De Assis Diniz assumirá a vice-presidência nacional da sigla.
(Com informações do O Povo)
A discussão interna tornou-se urgente após o deputado federal José Guimarães assumir o cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Lula.
Guimarães era o principal nome do partido para a disputa ao Senado, mas sua ida para a Esplanada dos Ministérios abriu uma lacuna na chapa majoritária petista no estado.
Com a saída de Guimarães do páreo e a migração da deputada federal Luizianne Lins para o partido Rede Sustentabilidade, o PT cearense encontra-se, no momento, sem pré-candidatos próprios para a Câmara Alta.
Esse cenário obriga a legenda a reavaliar sua estratégia de ocupação de espaços dentro da aliança governista.
O arco de alianças do governador Elmano de Freitas (PT) conta com diversos nomes de partidos aliados interessados nas duas vagas ao Senado.
Entre os cotados estão os deputados federais Júnior Mano (PSB) e Eunício Oliveira (MDB), além do presidente estadual do Republicanos, Chiquinho Feitosa.
A posição do senador Cid Gomes (PSB) também é peça-chave no tabuleiro.
Embora apareça como candidato natural à reeleição, Cid tem manifestado desinteresse em concorrer novamente, defendendo publicamente o nome de Júnior Mano.
Outros partidos, como o PSD de Domingos Filho, também buscam viabilizar espaço na chapa.
Lideranças petistas, como o deputado Guilherme Sampaio, avaliam que a abundância de nomes fortes na base aliada é um “trunfo”.
Segundo o parlamentar, a composição da chapa será definida por meio do diálogo no momento oportuno, priorizando a representatividade necessária para assegurar a vitória eleitoral do grupo.
Para o ex-deputado Acrísio Sena, a saída de Guimarães da disputa impõe uma “reflexão aprofundada”.
Ele destaca que, embora a prioridade absoluta seja a reeleição de Elmano de Freitas, o partido precisa discutir como manter seu protagonismo na chapa majoritária diante do novo cenário político nacional e estadual.
Apesar das movimentações partidárias, vozes internas como a da deputada Larissa Gaspar ainda defendem o nome de Luizianne Lins para o Senado, mesmo ela estando em outra sigla.
Diferente da ex-prefeita, Larissa optou por permanecer no PT, mas reforça que Luizianne representa a esquerda combativa necessária para a defesa do governo Lula no Ceará.

