
A exposição “Bloco do Prazer” entra em suas últimas semanas em cartaz no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), localizado no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza.
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Com acesso gratuito, a mostra permanece aberta ao público até o dia 17 de maio, oferecendo uma leitura do Carnaval como expressão política e estética.
Inspirada na canção homônima de Fausto Nilo e Moraes Moreira, a exibição utiliza a ideia de celebração como um estado de sensibilidade e invenção.
O projeto busca posicionar o Carnaval não apenas como festa, mas como uma prática coletiva que articula resistência e identidade cultural.
A iniciativa conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet.
Segundo a companhia, o investimento faz parte de uma estratégia para valorizar a produção simbólica do Nordeste, reforçando o Ceará como um centro de pensamento crítico e experimentação artística no país.
Ao todo, a mostra reúne 220 obras que articulam diferentes gerações e linguagens.
O recorte curatorial destaca a produção regional, contando com a participação de 33 artistas cearenses e 30 nomes de outros estados nordestinos, além de peças de 10 coleções nacionais.
Um dos principais destaques é o “Penetrável da Gal”, instalação imersiva de Hélio Oiticica criada em 1969.
A obra homenageia a cantora Gal Costa e convida o público a habitar o espaço artístico, evidenciando a interseção entre as artes visuais e a música do movimento tropicalista.
A diversidade do acervo inclui desde registros do bumba meu boi maranhense, pelo fotógrafo Márcio Vasconcelos, até fantasias históricas de Clóvis Bornay.
Trabalhos de artistas como Afonso Pimenta e a cearense Alexia Ferreira também compõem o percurso, abordando tensões sociais e liberdade.
A exposição está organizada em núcleos que exploram o corpo, a memória e a cidade como território de disputa.
Nesse contexto, a rua é apresentada como um espaço de visibilidade e confronto, onde manifestações religiosas e cortejos urbanos revelam elos entre arte e ancestralidade.
Instalada no complexo do Dragão do Mar, a mostra dialoga com a vocação do centro cultural como espaço de encontro e vida pública.
A visitação ocorre de quarta a sábado, das 9h às 19h, e aos domingos e feriados, das 10h às 20h.

