
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, declarou-se contrário à tese de que o fim da escala de trabalho 6×1 provocará aumento de preços.
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Em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”, da EBC, nesta sexta-feira, 24, ele descartou que a mudança na jornada de trabalho resulte, necessariamente, em pressões inflacionárias ou impactos econômicos negativos.
(Com informações da CNN Brasil)
A posição do ministro confronta diretamente o argumento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que sustenta que a redução da carga horária elevará os custos de produção.
Para Rosa, embora o setor produtivo apresente resistências naturais, é preciso colocar os argumentos à mesa para construir um consenso, sem que isso implique em repasse automático de custos ao consumidor.
O ministro defendeu a importância do diálogo entre o governo federal e o setor industrial para o amadurecimento do tema.
Segundo ele, embora o Executivo tenha uma posição favorável ao modelo de jornada 5×2, caberá ao Congresso Nacional a responsabilidade de analisar as propostas e decidir sobre a viabilidade da nova escala.
Em sentido oposto, um levantamento recente da CNI projeta um impacto financeiro bilionário para as empresas brasileiras caso a atual escala seja extinta.
Segundo o estudo da entidade, a mudança poderia elevar os custos com empregados formais em valores que variam entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões anuais em toda a economia.
A projeção da indústria baseia-se na necessidade de manutenção do nível de horas trabalhadas para não prejudicar a produtividade.
Para isso, as empresas teriam que recorrer ao pagamento de horas extras para os funcionários atuais ou à contratação de novos trabalhadores para cobrir os períodos de descanso adicionais.
O debate sobre a escala 6×1 segue como um dos temas centrais na pauta trabalhista do país.
Enquanto o governo busca equilibrar a qualidade de vida do trabalhador com a estabilidade econômica, o setor industrial alerta para os riscos de perda de competitividade e aumento da inflação decorrentes da nova regulamentação.

