
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou, neste domingo, 3, nota alusiva ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que transcorre hoje. Segue a íntegra:
“Neste 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), por meio de sua Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e dos Direitos Humanos reafirma seu compromisso inabalável com a proteção dos jornalistas e o direito à informação.
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A reafirmação desse compromisso é de fundamental importância diante do cenário que vivemos, de hostilidade crescente contra a categoria estimulada pelo avanço da extrema-direita em nosso país e em todo o mundo. No Brasil, apesar de estarmos sob um governo democrático, os mais conhecidos levantamentos sobre violações à liberdade de expressão continuam registrando violações de diversas ordens, que vão do assédio judicial e asfixia financeira de veículos de comunicação independentes até os mais descabidos exemplos de censura. Esses casos mostram que o exercício profissional segue sob risco.
No plano externo, o panorama é sombrio: a alarmante letalidade de profissionais em ataques promovidos por Israel e EUA no Líbano e no Irã, o continuado massacre de jornalistas que denunciam o genocídio em Gaza somados à violência na América Latina, evidenciam uma estratégia deliberada de silenciamento em zonas de conflito. Um diagnóstico da liberdade de imprensa no mundo não pode deixar de destacar a forma como o trator de Trump está sepultando a liberdade de imprensa nos Estados Unidos. O relatório da Repórteres Sem Fronteiras divulgado há poucos dias detalha como Trump vem derrubando o lugar dos Estados Unidos nesse ranking.
Entre nós, um marco importante anunciado em abril último, foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o Governo do Estado de São Paulo a indenizar um cinegrafista que perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingido por uma bala de borracha da Polícia Militar durante manifestações de junho de 2013, em São Paulo. Embora tardia, decisões judiciais a favor de profissionais jornalistas confirmam o papel do Estado, que é ser o garantidor da segurança, e não o agressor.
A ABI reitera que não há democracia sem imprensa livre. Exigimos políticas eficazes de proteção e o fim da impunidade. Honramos hoje os que tombaram e os que resistem, transformando a informação em ferramenta de liberdade.
Rio de Janeiro, 3 de maio de 2026.
Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
Comissão de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa“
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