
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidou nesta sexta-feira, 15, abrir um processo´para uma investigação sigilosa sobre o suposto uso de emendas parlamentares para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
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A apuração busca verificar se verbas públicas foram direcionadas irregularmente para a produção cultural e para marketing eleitoral.
A investigação baseia-se em uma denúncia da deputada Tabata Amaral sobre o uso das chamadas “emendas pix”.
Segundo o documento, parlamentares do PL teriam destinado R$ 2,6 milhões a um grupo de empresas que compartilham o mesmo endereço e estrutura ligada à produtora do longa.
A decisão de Dino ocorre em meio a revelações de que o senador Flávio Bolsonaro solicitou R$ 130 milhões a um banqueiro para custear a obra.
Embora o senador sustente que o capital é integralmente privado, o STF analisará se houve cruzamento com recursos oriundos da União.
O caso foi separado de um processo mais amplo sobre transparência de emendas para permitir uma análise específica e detalhada dos fatos.
Entre os envolvidos estão deputados que teriam contratado serviços de empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico da produtora.


