A Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget) afirmou, nesta sexta-feira, 15, que o sistema elétrico nacional não pode virar laboratório de marketing e interesses privados.
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“Segurança energética não é lugar para aposta”, diz a entidade, numa referência direta à tentativa de uso de baterias nos momentos de queda na produção de fontes primárias. “Energia não é lugar para improviso”, reforça.
Setores do mercado pressionam o governo a adquirir os equipamentos. Técnicos da área admitem que as baterias são capazes de armazenar energia eólica e solar para uso posterior, quando houver geração baixa ou nula.
O problema, segundo os especialistas, é a limitação desse tipo de armazenamento, de baixa autonomia e sem lastro de confiabilidade – ainda não foram testadas em grande escala.
“Baterias ajudam. São importantes. São parte do futuro. Mas hoje elas não conseguem substituir potência firme, contínua e controlável, em escala nacional”, pondera a Abraget, no vídeo.
“O problema não é usar baterias. O problema é fingir que já elas conseguem fazer algo que ainda não conseguem”, afirma a entidade.
Leilão de 19 GW
O vídeo da Abraget foi publicado em meio a uma queda-de-braço no setor. Um leilão em andamento visa contratar 19 GW de potência, que será lançada no sistema nacional em momentos de oscilação.
Lançado pelo Ministério das Minas e Energias (MME), o certame vai garantir fornecimento ininterrupto de energia aos brasileiros, através da contratação de usinas “reservas” térmicas, movidas a gás natural.
O Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCap) está em fase de conclusão. Em Brasília, grupos de pressão tentam barrar o processo.
“Alguns grupos econômicos decidiram transformar um problema privado numa guerra política”, diz a Abraget, alertando para os riscos e prejuízos, principalmente para o cotidiano dos brasileiros.


