
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não aceitará intervenções externas após os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
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Durante evento em Sergipe, o petista defendeu a soberania nacional e declarou que o combate ao crime organizado deve ser conduzido internamente pelas instituições brasileiras.
Como resposta à medida anunciada pelo governo de Donald Trump, Lula cobrou a extradição de brasileiros foragidos que vivem em território americano, como o ex-deputado Alexandre Ramagem e o empresário Ricardo Magro.
O presidente também sugeriu que os EUA foquem em combater a lavagem de dinheiro em estados como Delaware e o contrabando de armas que alimentam a violência no Brasil.
O governo brasileiro criticou duramente a participação do senador Flávio Bolsonaro na articulação dessa medida junto a autoridades norte-americanas, como o secretário Marco Rubio.
Em nota oficial, o Planalto classificou como “deplorável” a busca por intervenção estrangeira e afirmou que tais ações ferem o patriotismo e a autonomia do país.
Por fim, o Palácio do Planalto alertou que sanções unilaterais podem prejudicar o sistema financeiro nacional, afetando inovações como o PIX e o compartilhamento de informações policiais.
O governo reforçou que a classificação do crime dentro do território nacional é uma competência exclusiva das leis brasileiras, rejeitando qualquer tipo de tutela externa.


