
O governo dos Estados Unidos colocou em vigor, nesta sexta-feira, 5, a medida que classifica formalmente as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
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A decisão, anunciada na semana anterior pelo governo norte-americano, foi implementada sob a justificativa de combater o narcoterrorismo global e proteger os interesses de segurança do país.
Com isso, passam a valer severas restrições financeiras e jurídicas internacionais contra indivíduos ligados aos grupos criminosos.
Especialistas apontam que o enquadramento impõe o congelamento automático de bens e ativos financeiros dessas facções que estejam sob jurisdição norte-americana.
Adicionalmente, as empresas instaladas no Brasil e cidadãos do País que possuam qualquer tipo de relação comercial com suspeitos ou com as facções correm o risco de sofrer penalidades drásticas e sanções comerciais diretas.
A diplomacia e o governo brasileiro vinham manifestando forte oposição à medida nos últimos meses.
A avaliação de autoridades nacionais é de que a classificação unilateral promovida por Washington abre precedentes para uma indesejada interferência externa nos assuntos internos do País.
Há também o temor de que o decreto inviabilize cooperações jurídicas em andamento e prejudique investigações bilaterais de inteligência.


