
Por Gabriel Rotsen Fortes
O Enem 2026 chega com mudanças concretas, e ignorá-las pode custar caro. A principal é o formato testlet. Um único texto longo passa a servir de base para várias questões interligadas, agora em todas as áreas do conhecimento. Isso exige leitura mais atenta e concentração sustentada. Trata-se de treino, não apenas acúmulo de conteúdo.
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Na redação, os critérios ficaram mais rígidos. As notas caíram no Enem 2025. A análise argumentativa tornou-se mais qualitativa, e o uso de repertórios decorados passou a ser penalizado. Para quem se prepara bem, a mudança é positiva. Para quem aposta em fórmulas prontas, o risco aumentou.
Fui aprovado em Medicina na UFC aos 17 anos. O que mais me marcou na reta final foi perceber que o aluno que mais evoluía não era o mais inteligente, mas o que havia parado de acumular matéria e começado a dominar o que já tinha estudado, revisando, errando e corrigindo com regularidade.
A aprovação vem do domínio, e domínio se constrói com prática. Ninguém melhora em Matemática apenas assistindo aulas. A evolução vem de exercícios diários e da compreensão dos próprios erros. Com os testlets, o mesmo vale para leitura.
Há também uma armadilha silenciosa: a busca pela perfeição. Estudar 14 horas por dia ou mirar 1000 na redação não aproxima ninguém da aprovação, apenas aumenta a ansiedade.
O Enem é uma prova de consistência. Uma redação bem construída, somada a um desempenho sólido nas áreas de maior peso, costuma valer mais do que a perfeição em tudo.
A mudança mais importante é de mentalidade. A aprovação não acontece em um dia épico de estudo. Ela é construída com constância, com questões diárias, revisões semanais e estratégia clara. Em um Enem que cobra mais interpretação e menos decoreba, isso vale mais do que nunca.
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